Heidegger – a interpretação do ente determina a essência da verdade

“Na metafísica se leva a termo a meditação sobre a essência do ente, bem como uma decisão sobre a essência da verdade. A metafísica fundamenta uma era desde o momento em que, por meio de uma determinada interpretação do ente e uma determinada concepção da verdade, procura para esta o fundamento da forma de sua essência. Este fundamento domina por completo todos os fenômenos que caracterizam a nomeada era e, por outro lado, quem saiba meditar pode reconhecer nestes fenômenos o fundamento metafísico. A meditação consiste no valor de converter a verdade de nossos próprios princípios e o espaço de nossas próprias metas naquilo que é mais digno de ser questionado.”

Heidegger, A Época das Imagens do Mundo (p.97)

Heidegger – o que é Filosofia?

16807631_124057511449023_4589262984088955046_n“Como qualquer outra ciência, a filosofia é válida como um valor cultural. Ao mesmo tempo, porém, o que lhe há de mais próprio é levantar a petição à validade e à função enquanto valor vital. O bem filosófico de pensamento é mais do que uma matéria científica, com a qual as pessoas se ocupam por uma predileção pessoal e pela vontade de incremento e de co-configuração da cultura. A filosofia vive ao mesmo tempo em uma tensão com a personalidade viva, exaure de suas profundezas e plenitudes vitais o conteúdo e a pretensão valorativa. Na maioria das vezes, por isto, encontra-se à base de toda concepção filosófica uma tomada de posição pessoal do filósofo em questão. Nietzsche, em seu modo de pe inexoravelmente seco e em sua capacidade plástica de representação, formulou essa determinação de toda filosofia com a expressão “a pulsão que filosofa”

Heidegger, “Escritos da Juventude” (GA 1, p. 195-196)