Abraham Lincoln

Is it doubted, then, that the plan I propose, if adopted, would shorten the war, and thus lessen its expenditure of money and of blood? Is it doubted that it would restore the national authority and national prosperity and perpetuate both indefinitely? Is it doubted that we here–Congress and Executive can secure its adoption? Will not the good people respond to a united and earnest appeal from us? Can we, can they, by any other means so certainly or so speedily assure these vital objects? We can succeed only by concert. It is not “Can any of us imagine better?” but “Can we all do better?” Object whatsoever is possible, still the question recurs, “Can we do better?” The dogmas of the quiet past are inadequate to the stormy present. The occasion is piled high with difficulty, and we must rise with the occasion. As our case is new, so we must think anew and act anew. We must disenthrall ourselves, and then we shall save our country.

Lincoln’s second annual address to Congress (1863)

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Nietzsche – sobre o sofrimento

O que revolta no sofrimento não é o sofrimento em si, mas a sua falta de sentido: mas nem para o cristão, que interpretou o sofrimento introduzindo-lhe todo um mecanismo secreto de salvação, nem para o ingênuo das eras antigas, que explicava todo sofrimento em consideração a espectadores ou a seus causadores, existia tal sofrimento sem sentido. Para que o sofrimento oculto, não descoberto, não testemunhado, pudesse ser abolido do mundo e honestamente negado, o homem se viu então praticamente obrigado a inventar deuses e seres intermediários para todos os céus e abismos, algo, em suma, que também vagueia no oculto, que também vê no escuro, e que não dispensa facilmente um espetáculo interessante de dor. Foi com ajuda de tais invenções que a vida conseguiu então realizar a arte em que sempre foi mestra: justificar a si mesma, justificar o seu “mal”; agora ela talvez necessite de outros inventos […]

Nietzsche, “Genealogia da Moral”

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Kant – sobre a razão

Immanuel_Kant_(painted_portrait)A razão, tendo por um lado os seus princípios, únicos a poderem dar aos fenômenos concordantes a autoridade de leis e, por outro, a experimentação, que imaginou segundo esses princípios, deve ir ao encontro da natureza, para ser por esta ensinada, é certo, mas não na qualidade de aluno que aceita tudo o que o mestre afirma, antes na de juiz investido nas suas funções, que obriga as testemunhas a responder aos quesitos que lhes apresenta.

Kant, “A Crítica da Razão Pura” Continuar lendo

Heidegger – lemos os gregos com olhos “romanos”

16807631_124057511449023_4589262984088955046_nUma consequência mais distante, mas de forma alguma indiferente, da latinização da cultura grega, e do renascimento latino da antiguidade é o fato de que, ainda hoje, vemos a cultura grega com olhos romanos, e isso não somente no interior da pesquisa histórica do mundo grego, mas sim – o que é mais decisivo – no diálogos histórico metafísico do mundo moderno com o dos antigos. A metafísica de Nietzsche, a quem gostamos de considerar como um moderno redescobridor da Grécia antiga, vê o “mundo” grego exclusivamente de modo romano, isto é, de um modo ao mesmo tempo moderno e não grego. Similarmente, pensamos ainda a polis grega e o “político” num compreensão totalmente não-grega. Pensamos o “político” como romanos, isto é, imperialmente. A essência da polis grega jamais será apreendida no círculo da visão do “político” entendido de modo romano. Tão logo voltamos nosso olhar para os âmbitos essenciais na sua simplicidade, os quais, para o historiógrafo, não têm naturalmente nenhuma consequência, pois não chamam atenção nem causam rumor – âmbitos nos quais não se dá nenhuma escapatória -, então, mas somente então, experimentamos que nossas representações fundamentais usuais, ou seja, as latinas, cristãs, modernas, falham miseravelmente em apreender a essência primordial da Grécia antiga.

Heidegger, “Parmenides” Continuar lendo

Nietzsche – o que é a verdade?

nietzscheO que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas, e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas”.

Nietzsche – Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral

Volpi – if Aristotle were alive today

A respected scholar of ancient philosophy, Jonathan Barnes, once said-indeed wrote-that if Aristotle were alive today he would undoubtedly live in Oxford, taking a few side trips to Louvain perhaps. A no less respected Italian specialist in Greek philosophy retorted that, if Aristotle were to have lived in our century, he would have at least spent his vacations in Padua. Overworking the anachronism, I would add: had Aristotle lived in our century, he would not have lived in Oxford for the sake of discussion with Jonathan Barnes, nor would he have stayed over in Louvain or Padua; rather, he would have preferred philosophizing in the Black Forest with Heidegger.

Volpi, “Being and Time: A “Translation” of the Nicomachean Ethics? Continuar lendo