MacIntyre – ética das virtudes

Because I understand the tradition of the virtues to have arisen within and to have been first adequately articulated in the Greek, especially the Athenian polis, and because I have stressed the ways in which that tradition flourished in the European middle ages, I have been accused of nostalgia and of idealizing the past. But there is, I think, not a trace of this in the text. What there is is an insistence on our need to learn from some aspects of the past, by understanding our contemporary selves and our contemporary moral relationships in the light afforded by a tradition that enables us to overcome the constraints on such self-knowledge that modernity, especially advanced modernity, imposes. Continuar lendo

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Denise Quintão – o homem é um ser do mundo

O homem é o único ser que, para existir, tem de conquistar sua própria existência, pois o existir humano não se dá num simples viver e morrer. Para o homem, a morte, assim como a vida, é sempre uma conquista. Pobre de mundo, o animal simplesmente morre, não espera pela morte, nem teme a morte, e por isso mesmo não procura superar a morte. Mas o homem é um ser do mundo, e por isso morre determinado pela conquista de sua própria existência, um empenho de superação da morte. A vida humana é mais do que sinais vitais; é sentido. Não há nada no homem que seja puramente animal. A animalidade no homem é absorvida e transformada pela sua humanidade.

Denise Quintão, “Ética e Responsabilidade na Vida”

Heidegger – a filosofia

[…] a “filosofia” não é uma mera ocupação profissional do pensamento com conceitos gerais, à qual alguém pudesse se dedicar ou também não, sem que com isso se desse e acontecesse qualquer coisa de essencial. Filosofia é o estar interpelado e desafiado pelo próprio ser. A filosofia já é em si mesma o modo fundamental de ser em que o homem no meio dos entes se comporta e atém ao ser. Os despossuídos e destituídos da filosofia são os “desprovidos de visão e per-cepção”. Eles se entregam e abandonam ao que a cada instante aparece e com igual velocidade também desaparece. Acham-se dedicados ao esvair-se e encobrir-se do ente, do que é e está sendo. Bebem além da medida da água do rio “Sem-cuidado”. São os descuidados, que se sentem bem na ausência de pensamento, que se esquivaram a todo apelo dos pensadores. Esses descuidados são aqueles que se alegram por terem deixado para trás e abandonado todo cuidado de pertencerem a um povo de poetas e pensadores. (Nos últimos dias foi anunciado e proclamado pelo ministério da propaganda que, de agora em diante, os alemães já não necessitam de “pensadores e poetas”, mas de “trigo e óleo”.)

Heidegger, “Parmênides”

Heidegger – information is not knowledge

But to know means to be able to stand in the truth. Truth is the openness of beings. To know is accordingly to be able to stand in the openness of beings, to stand up to it. Merely to have information, however wide-ranging it may be, is not to know. Even if this information is focused on what is practically most important through courses of study and examination requirements, it is not knowledge. Even if this information, cut back to the most compelling needs, is “close to life:’ its possession is not knowledge. One who carries such information around with him and has added a few practical tricks to it will still be at a loss and will necessarily bungle in the face of real reality, which is always different from what the philistine understands by closeness to life and closeness to reality. Why? Because he has no knowledge, since to know means to be able to learn.

Heidegger, “Introduction to Metaphysics”, p. 23 (Yale University Press)

Nietzsche – a destruição da subjetividade

Não somos batráquios pensantes, não somos aparelhos de objetivar e registrar, de entranhas congeladas – temos de continuamente parir nossos pensamentos em meio a nossa dor, dando-lhes maternalmente todo o sangue, coração, fogo, prazer, paixão, tormento, consciência, destino e fatalidade que há em nós. Viver – isso significa, para nós, transformar em luz e flama tudo o que somos, e também tudo o que nos atinge; não podemos agir de outro modo.

NIETZSCHE, “A gaia ciência”