Spinoza – as teorias morais como sátiras

Os filósofos concebem as emoções que se combatem entre si, em nós, como vícios em que os homens caem por erro próprio; é por isso que se habituaram a ridicularizá-los, deplorá-los, reprová-los ou, quando querem parecer mais morais, detestá-los. Julgam assim agir divinamente e elevar-se ao pedestal da sabedoria, prodigalizando toda espécie de louvores a uma natureza humana que em parte alguma existe, e atacando através dos seus discursos a que realmente existe. Concebem os homens, efetivamente, não tais como são, mas como eles próprios gostaria que fossem. Daí, por conseqüência, que quase todos, em vez de uma ética, hajam escrito uma sátira…

Spinosa, “Tratado Político”

Baruch Espinosa (1632-1677)

Tratado Político (1670) – PT / ENG / ESP
Ética (1677) – PT / ENG

SpinozaBento (in Hebrew, Baruch; in Latin, Benedictus) Spinoza is one of the most important philosophers—and certainly the most radical—of the early modern period. His thought combines a commitment to a number of Cartesian metaphysical and epistemological principles with elements from ancient Stoicism and medieval Jewish rationalism into a nonetheless highly original system. His extremely naturalistic views on God, the world, the human being and knowledge serve to ground a moral philosophy centered on the control of the passions leading to virtue and happiness. They also lay the foundations for a strongly democratic political thought and a deep critique of the pretensions of Scripture and sectarian religion. Of all the philosophers of the seventeenth-century, perhaps none have more relevance today than Spinoza.

Fonte: Stanford Encyclopedia of Philosophy Continuar lendo