Spinoza – as teorias morais como sátiras

Os filósofos concebem as emoções que se combatem entre si, em nós, como vícios em que os homens caem por erro próprio; é por isso que se habituaram a ridicularizá-los, deplorá-los, reprová-los ou, quando querem parecer mais morais, detestá-los. Julgam assim agir divinamente e elevar-se ao pedestal da sabedoria, prodigalizando toda espécie de louvores a uma natureza humana que em parte alguma existe, e atacando através dos seus discursos a que realmente existe. Concebem os homens, efetivamente, não tais como são, mas como eles próprios gostaria que fossem. Daí, por conseqüência, que quase todos, em vez de uma ética, hajam escrito uma sátira…

Spinosa, “Tratado Político”

Raffoul – o fim do “sujeito”

This destitution of the subject would appear to be so radical – even excessive to some  – that they seem justified in condemning its aporetic or morally dangerous character (since, as we often read, the “absence” of the subject in Heidegger’s work makes ethics as such impossible).

Francois Raffoul, “Heidegger and the Subject”

Heidegger – sobre a “essência” do agir

De há muito que ainda não se pensa, com bastante decisão, a Essência (Wesen) do agir. Só se conhece o agir como a produção de um efeito, cuja efetividade (Wirklichkeit) se avalia por sua utilidade. A Essência do agir, no entanto, está em con-sumar (Voll-bringen). Con-sumar quer dizer: conduzir uma coisa ao sumo, à plenitude de sua Essência. Levá-la a essa plenitude, producere.

Por isso, em sentido próprio, só pode ser con-sumado o que já é. Ora, o que é, antes de tudo, é o Ser. O pensamento con-suma a referência do Ser à Essência do homem. Não a produz nem a efetua. O pensamento apenas a restitui ao Ser, como algo que lhe foi entregue pelo próprio Ser. Essa restituição consiste em que, no pensamento, o Ser se torna linguagem (zur Sprache kommen). A linguagem é a morada do Ser. Em sua habitação (Behausung) mora o homem. Os pensadores e poetas lhe servem de vigias. Sua vigília é con-sumar a manifestação do Ser, porquanto, por seu dizer, a tornam linguagem e a conservam na linguagem.

Heidegger, “Carta sobre o Humanismo” (p.1)

 

Aristóteles

Ética a Nicômaco (pdf/pt)

Metafísica / Ética à Nicômaco / Poética (pdf/pt)

aristoteles

Aristotle (/ˈærɪˌstɒtəl/; Greek: Ἀριστοτέλης [aristotélɛːs], Aristotélēs; 384 – 322 BC) was a Greek philosopher and scientist born in the Macedonian city of Stagira, Chalkidice, on the northern periphery of Classical Greece. His father, Nicomachus, died when Aristotle was a child, whereafter Proxenus of Atarneus became his guardian. At eighteen, he joined Plato’s Academy in Athens and remained there until the age of thirty-seven (c. 347 BC). His writings cover many subjects – including physics, biology, zoology, metaphysics, logic, ethics, aesthetics, poetry, theater, music, rhetoric, linguistics, politics and government – and constitute the first comprehensive system of Western philosophy. Shortly after Plato died, Aristotle left Athens and, at the request of Philip of Macedon, tutored Alexander the Great starting from 343 BC. According to the Encyclopædia Britannica, “Aristotle was the first genuine scientist in history … [and] every scientist is in his debt.”

Teaching Alexander the Great gave Aristotle many opportunities and an abundance of supplies. He established a library in the Lyceum which aided in the production of many of his hundreds of books. The fact that Aristotle was a pupil of Plato contributed to his former views of Platonism, but, following Plato’s death, Aristotle immersed himself in empirical studies and shifted from Platonism to empiricism. He believed all peoples’ concepts and all of their knowledge was ultimately based on perception. Aristotle’s views on natural sciences represent the groundwork underlying many of his works. Continuar lendo