Nietzsche – a ciência graças a três erros

Graças a três erros – A ciência foi promovida nos últimos séculos, em parte porque com ela e mediante ela se esperava compreender melhor a bondade e a sabedoria divina – o motivo principal na alma dos grandes ingleses (como Newton) -, em parte porque se acreditava na absoluta utilidade do conhecimento, sobretudo na íntima ligação de moral, saber e felicidade – o motivo principal na alma dos grandes franceses (como Voltaire) -, em parte porque na ciência pensava-se ter e amar algo desinteressado, inócuo, bastante a si mesmo, verdadeiramente inocente, no qual os impulsos maus dos homens não teriam participação – o motivo principal na alma de Espinosa, que, como homem do conhecimento, sentia-se divino: graças a três erros, portanto.

Nietzsche, “A Gaia Ciência” Continuar lendo

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Nietzsche – quanto de verdade suporta um espírito?

[…] Quanta é a verdade que um espírito suporta, quanta é a verdade a que ele se aventura? – Eis o que sempre foi para mim o genuíno critério dos valores. Toda conquista, cada passo adiante no domínio do conhecimento, tem sua origem na coragem […] pois a única coisa que, por princípio, condenamos até agora é a verdade.”

Nietzsche, em “Ecce Homo” Continuar lendo

Nietzsche – a destruição da subjetividade

Não somos batráquios pensantes, não somos aparelhos de objetivar e registrar, de entranhas congeladas – temos de continuamente parir nossos pensamentos em meio a nossa dor, dando-lhes maternalmente todo o sangue, coração, fogo, prazer, paixão, tormento, consciência, destino e fatalidade que há em nós. Viver – isso significa, para nós, transformar em luz e flama tudo o que somos, e também tudo o que nos atinge; não podemos agir de outro modo.

NIETZSCHE, “A gaia ciência”

Friedrich Nietzsche (1844-1900)

Assim falava Zaratustra (1883-85) – PT / ENG
Beyond Good and Evil (1886) – PT / ENG
The Will to Power (Posthumous) – ENG
Ecce Homo & Antichrist (Posthumous) – ENG
Ecce Homo (Posthumous) – PT
Genealogia da Moral (1887) – PT

nietzscheFriedrich Nietzsche (1844–1900) was a German philosopher of the late 19th century who challenged the foundations of Christianity and traditional morality. He was interested in the enhancement of individual and cultural health, and believed in life, creativity, power, and the realities of the world we live in, rather than those situated in a world beyond. Central to his philosophy is the idea of “life-affirmation,” which involves an honest questioning of all doctrines that drain life’s expansive energies, however socially prevalent those views might be. Often referred to as one of the first existentialist philosophers along with Søren Kierkegaard (1813–1855), Nietzsche’s revitalizing philosophy has inspired leading figures in all walks of cultural life, including dancers, poets, novelists, painters, psychologists, philosophers, sociologists and social revolutionaries.

Fonte: Stanford Encyclopedia of Philosophy Continuar lendo