Nietzsche – quanto de verdade suporta um espírito?

[…] Quanta é a verdade que um espírito suporta, quanta é a verdade a que ele se aventura? – Eis o que sempre foi para mim o genuíno critério dos valores. Toda conquista, cada passo adiante no domínio do conhecimento, tem sua origem na coragem […] pois a única coisa que, por princípio, condenamos até agora é a verdade.”

Nietzsche, em “Ecce Homo” Continuar lendo

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Heidegger – information is not knowledge

But to know means to be able to stand in the truth. Truth is the openness of beings. To know is accordingly to be able to stand in the openness of beings, to stand up to it. Merely to have information, however wide-ranging it may be, is not to know. Even if this information is focused on what is practically most important through courses of study and examination requirements, it is not knowledge. Even if this information, cut back to the most compelling needs, is “close to life:’ its possession is not knowledge. One who carries such information around with him and has added a few practical tricks to it will still be at a loss and will necessarily bungle in the face of real reality, which is always different from what the philistine understands by closeness to life and closeness to reality. Why? Because he has no knowledge, since to know means to be able to learn.

Heidegger, “Introduction to Metaphysics”, p. 23 (Yale University Press)

Heidegger – a interpretação do ente determina a essência da verdade

“Na metafísica se leva a termo a meditação sobre a essência do ente, bem como uma decisão sobre a essência da verdade. A metafísica fundamenta uma era desde o momento em que, por meio de uma determinada interpretação do ente e uma determinada concepção da verdade, procura para esta o fundamento da forma de sua essência. Este fundamento domina por completo todos os fenômenos que caracterizam a nomeada era e, por outro lado, quem saiba meditar pode reconhecer nestes fenômenos o fundamento metafísico. A meditação consiste no valor de converter a verdade de nossos próprios princípios e o espaço de nossas próprias metas naquilo que é mais digno de ser questionado.”

Heidegger, A Época das Imagens do Mundo (p.97)