Nietzsche – a ciência graças a três erros

Graças a três erros – A ciência foi promovida nos últimos séculos, em parte porque com ela e mediante ela se esperava compreender melhor a bondade e a sabedoria divina – o motivo principal na alma dos grandes ingleses (como Newton) -, em parte porque se acreditava na absoluta utilidade do conhecimento, sobretudo na íntima ligação de moral, saber e felicidade – o motivo principal na alma dos grandes franceses (como Voltaire) -, em parte porque na ciência pensava-se ter e amar algo desinteressado, inócuo, bastante a si mesmo, verdadeiramente inocente, no qual os impulsos maus dos homens não teriam participação – o motivo principal na alma de Espinosa, que, como homem do conhecimento, sentia-se divino: graças a três erros, portanto.

Nietzsche, “A Gaia Ciência” Continuar lendo

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Kant – sobre o testemunho dos fatos

A razão, tendo por um lado os seus princípios, únicos a poderem dar aos fenômenos concordantes a autoridade de leis e, por outro, a experimentação, que imaginou segundo esses princípios, deve ir ao encontro da natureza, para ser por esta ensinada, é certo, mas não na qualidade de aluno que aceita tudo o que o mestre afirma, antes na de juiz investido nas suas funções, que obriga as testemunhas a responder aos quesitos que lhes apresenta.

Kant, “Crítica da Razão Pura”, 2001, p.18

Karl Popper (1902-1994)

The Logic of Scientific Discovery – pdf/eng

popper-karl-01Karl Popper is generally regarded as one of the greatest philosophers of science of the 20th century. He was also a social and political philosopher of considerable stature, a self-professed critical-rationalist, a dedicated opponent of all forms of scepticism, conventionalism, and relativism in science and in human affairs generally and a committed advocate and staunch defender of the ‘Open Society’. One of the many remarkable features of Popper’s thought is the scope of his intellectual influence: he was lauded by Bertrand Russell, taught Imre Lakatos, Paul Feyerabend and the future billionaire investor and philanthropist George Soros at the London School of Economics, numbered David Miller, Joseph Agassi, Alan Musgrave and Jeremy Shearmur amongst his research assistants there and had reciprocally beneficial friendships with the economist Friedrich Hayek and the art historian Ernst Gombrich. Additionally, Peter Medawar, John Eccles and Hermann Bondi are amongst the distinguished scientists who have acknowledged their intellectual indebtedness to his work, the latter declaring that ‘There is no more to science than its method, and there is no more to its method than Popper has said.’

Fonte: Stanford Encyclopedia of Philosophy Continuar lendo