Alain de Libera – o “eu” na Modernidade

Subject and subjecthood are everywhere in early modern philosophy. Nietzsche’s criticism of the grammatische Gewöhnung is already to be found in the eighteenth century. Consider, for example, Catharine Trotter Cockburn’s criticisms of Isaac Watts. She criticizes Watts for ascribing to mere “logical ways of speaking” what he calls “our prejudices against allowing a power of thinking to subsist without a subject.” She replies to “this ingenious author” that “actions and abilities . . . seem unavoidably to imply some subject of them, some being, that exerts its powers in different ways of acting,” and then goes on to argue that “she does not find herself so prejudiced by logical or grammatical ways of speaking” when she says that she cannot “frame any idea of a power, without supposing some being, to which it belongs.”11 So far, so familiar. But can we trace Catherine Trotter’s plea for subject and subjecthood back any further? Can we trace it back to Descartes himself? To the scholastics? To Augustine? To Aristotle?

Alain de Libera, “When Did the Modern Subject Emerge”

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Nietzsche – a destruição da subjetividade

Não somos batráquios pensantes, não somos aparelhos de objetivar e registrar, de entranhas congeladas – temos de continuamente parir nossos pensamentos em meio a nossa dor, dando-lhes maternalmente todo o sangue, coração, fogo, prazer, paixão, tormento, consciência, destino e fatalidade que há em nós. Viver – isso significa, para nós, transformar em luz e flama tudo o que somos, e também tudo o que nos atinge; não podemos agir de outro modo.

NIETZSCHE, “A gaia ciência”

Raffoul – o fim do “sujeito”

This destitution of the subject would appear to be so radical – even excessive to some  – that they seem justified in condemning its aporetic or morally dangerous character (since, as we often read, the “absence” of the subject in Heidegger’s work makes ethics as such impossible).

Francois Raffoul, “Heidegger and the Subject”

Gérard Simon – sujeito x objeto

“Opseis (no plural) são as “vistas” que se toma do objeto; e quando se trata do olhar, todas as linhas de visada simultâneas que lhe oferecem o que ele vê. […] Há muito tempo entre os gregos luz e visão permaneceram indistintas uma da outra. Para Homero ou Hesíodo, e até em Ésquilo, os corpos celestes são dotados da vista do fato mesmo que espalham luz; o Sol olha de seus raios os mortais que ele ilumina. Da mesma maneira, opsis, a vista, designa ao mesmo tempo o aspecto disto que se vê, o fato de ver, o órgão da visão e o espectro de um morto ou a aparição de um deus que se dá a ver: a indistinção concerne portanto aqui isto que nós separamos em objetivo e subjetivo.”

 

GÉRARD SIMON, “Le regard, l’être et l’apparence” (p. 26-27)