Sloterdijk – sobre o humano

A questão sobre a essência do ser humano não entra no rumo certo até que nos afastemos da mais velha, mais obstinada e mais perniciosa das práticas da metafísica europeia: definir o ser humano como animal rationale. Nessa interpretação da essência do homem, este continua a ser entendido como uma animalitas expandida por adições espirituais. Contra isso revolta-se a análise existencial-ontológica de Heidegger, pois, para ele, a essência do ser humano não pode jamais ser expressa em uma perspectiva zoológica ou biológica, mesmo que a ela se acresça regularmente um fator espiritual ou transcendente.

Peter Sloterdijk, “Regras para o parque humano” Continuar lendo

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Heidegger – o Dasein como objeto prioritário de investigação

“If to interpret the meaning of being becomes our task, Dasein is not only the primary entity to be interrogated; it is also that entity which already comports itself, in its being, towards what we are asking about when we ask this question. But in that case the question of being is nothing other than the radicalization of an essential tendency-of-being which belongs to Dasein itself—the pre-ontological understanding of being.”

Heidegger, “Being and time”